Da nossa população economicamente
ativa, uma em cada cinco brasileiras (19,7%) trabalha como doméstica em casa de
família. E sabe quantas de nossas mulheres são domésticas? Cerca de 7,2 milhões
de trabalhadoras. Não é um número pouco expressivo, muito pelo contrário. Pouco
expressivo, na verdade, é o número de direitos e garantias que elas conseguiram
até agora.
E tem mais. Esse número, que vem do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009, ainda é subestimado.
Acontece que, na maioria dos casos, esse trabalho acontece de maneira
invisível, à margem da legislação e dos direitos e garantias individuais da
legislação trabalhista. Dados apresentados pela OIT indicam que menos de 30%
das domésticas têm carteira assinada.
Daí, surge outro problema importante
enfrentado pelas domésticas: o salário. Sem a proteção da lei, boa parte ainda
ganha metade do salário mínimo nacional. Uma afronta dos patrões, que se
utilizam da desinformação dessas mulheres, que acabam aceitando a baixa
remuneração. E muitas também têm vergonha da profissão. Como pode? Uma
profissão tão importante para todos nós.
Enfim, apesar de a categoria estar
longe do ideal para a classe, tanto em termos de salário quanto de condições de
trabalho, somente o fato de haver sindicatos da categoria em todo o país já
mostra avanços importantes conquistados por elas.
Mas a luta continua. Contem comigo.
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