sexta-feira, 27 de abril de 2012

Domésticas, a importância de uma classe


Da nossa população economicamente ativa, uma em cada cinco brasileiras (19,7%) trabalha como doméstica em casa de família. E sabe quantas de nossas mulheres são domésticas? Cerca de 7,2 milhões de trabalhadoras. Não é um número pouco expressivo, muito pelo contrário. Pouco expressivo, na verdade, é o número de direitos e garantias que elas conseguiram até agora.

E tem mais. Esse número, que vem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009, ainda é subestimado. Acontece que, na maioria dos casos, esse trabalho acontece de maneira invisível, à margem da legislação e dos direitos e garantias individuais da legislação trabalhista. Dados apresentados pela OIT indicam que menos de 30% das domésticas têm carteira assinada.

Daí, surge outro problema importante enfrentado pelas domésticas: o salário. Sem a proteção da lei, boa parte ainda ganha metade do salário mínimo nacional. Uma afronta dos patrões, que se utilizam da desinformação dessas mulheres, que acabam aceitando a baixa remuneração. E muitas também têm vergonha da profissão. Como pode? Uma profissão tão importante para todos nós.

Enfim, apesar de a categoria estar longe do ideal para a classe, tanto em termos de salário quanto de condições de trabalho, somente o fato de haver sindicatos da categoria em todo o país já mostra avanços importantes conquistados por elas.

Mas a luta continua. Contem comigo.

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