O Ministério Público do Estado propôs à Justiça uma ação civil pública que visa a suspender a realização do show do cantor Luan Santana, previsto para acontecer na casa de diversões Happy Land, no dia 23 de outubro, na minha querida Itaboraí.
Parece que o MP-RJ tomou essa medida porque nem a empresa organizadora do evento nem a proprietária do estabelecimento teriam apresentado todos os alvarás solicitados, como autorizações e certificados necessários para a garantia da segurança do público. E olha que estão esperando cerca de 20 mil pessoas.
A ação pede também, em caráter liminar, a suspensão da venda de ingressos e – claro – a devolução do valor pago para quem já comprou as entradas para o show. Essa ação foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Itaboraí após a instauração de inquérito civil que teria constatado irregularidades relativas à organização do show.
Entre essas irregularidades estão o alvará provisório de localização e funcionamento da Happy Land, vencido desde fevereiro de 2011, e o fato de que o Certificado de Registro expedido pelo Corpo de Bombeiros autoriza o funcionamento do estabelecimento apenas para eventos com público máximo de até três mil pessoas.
Ou seja, nenhuma consideração com as pessoas que estarão lá tentando se divertir. Ora, acabamos de ver o resultado de tamanha irresponsabilidade, com a explosão do restaurante no Centro do Rio. E olha que essa ação não foi á toa. Em 2007, no mesmo local onde vai se realizar o show do Luan, aconteceu uma festa rave com elevado consumo de drogas e álcool e um adolescente morreu. Episódio, aliás, ressaltado pelo MP-RJ em sua ação.