segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lixão de Itaboraí: a luta continua

Com aproximação da instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Itaboraí concedeu à iniciativa privada a responsabilidade de criar um destino para a produção de resíduos. A cidade, que produz 3,8 mil toneladas de lixo por mês, pode abrigar os resíduos dos municípios vizinhos, além do Comperj.

O CTR de Itaboraí, em operação desde outubro, tem área de 2,7 milhões de metros quadrados e terá capacidade para receber, por dia, 5 mil toneladas de resíduos, com vida útil estimada entre 30 e 62 anos. A empresa diz que é capaz de resolver problemas de aterros que já deveriam ter encerrado, como Morro do Céu e Itaoca.

- É um absurdo esse lixão. Itaboraí não pode se tornar a lixeira de outros municípios. Entendo a questão do destino dos dejetos e resíduos, mas acho que cada município tem que dar conta do seu lixo. Ainda estou na luta contra esse lixão, disse o Presidente da Comissão Permanente de Defesa Civil da Alerj, Deputado Altineu Côrtes Freitas Coutinho (PR-RJ).

Os dois Centros de Tratamento de Resíduos (CTR) nas cidades de Itaboraí (em funcionamento desde outubro de 2010) e de São Gonçalo (com abertura prevista para janeiro de 2012) terão, juntos, capacidade para receber 7,5 mil toneladas de lixo.

Em outubro de 2010, Niterói desapropriou uma área anexa ao Aterro Sanitário do Morro do Céu, no Caramujo, para criar uma célula, oferecendo uma sobrevida para o aterro, já saturado. O custo do projeto foi de aproximadamente R$ 7 milhões, valor correspondente às indenizações que estão sendo negociadas entre as famílias e o Governo do Estado. Hoje, a cidade recolhe 700 toneladas por dia de resíduos e utiliza a nova célula do Morro do Céu para abrigar maior parte do seu lixo. Cerca de 23% dos resíduos começaram a ser levados para o CTR de Itaboraí desde o último dia 25, ao custo aproximado de R$ 9 mil por dia.

Para o Deputado Altineu Côrtes, esse aterro foi colocado muito perto da comunidade “causando sérios transtornos à saúde e ao bem-estar da população do Morro do Céu”.

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