Emprestar dinheiro para a população mais carente, e a juros bem mais baixos do que os praticados por instituições financeiras tradicionais vem se desenhando em um bom negócio. E para ambos os lados. Os bancos comunitários ganham força no Rio seguindo a direção do fortalecimento do comércio e da localidade onde estão instalados. E apesar de não visarem ao lucro em suas operações, precisam de registro no Banco Central para funcionar e têm estrutura semelhante aos bancos tradicionais.
Essa semana, três agências de bancos comunitários foram inauguradas: uma agência no bairro do Preventório, em Niterói, outra em Saracuruna, Duque de Caxias, e a terceira na Cidade de Deus, na zona oeste da capital. Nas três é possível conseguir juros baixos, quando se trata de dinheiro real, ou até juro zero, quando a operação for feita nas “moedas sociais”, que só têm valor no bairro.
Na agência do Preventório, o dinheiro se chama Prevê; em Saracuruna, Saracura; e na Cidade de Deus, os pagamentos poderão ser feitos com o CDD. Nos dois primeiros casos, a implantação do projeto contou com técnicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e dinheiro aportado pela concessionária de energia Ampla, em um total de R$ 1 milhão.
- É quase impossível que um pequeno negócio em uma comunidade carente consiga empréstimo em um banco normal, apesar de ter um excelente potencial de crescimento. Às vezes, basta uma pequenina quantia para o negócio deslanchar e criar empregos na comunidade. É isso que se consegue nessas instituições, explica o Deputado Estadual Altineu Côrtes Freitas Coutinho (PR).
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